Segue anexado nesse espaço o parecer técnico do Ministério da Cultura sobre as especificidades do projeto e sua operacionalidade. Clique no ícone ao lado para conferir. 

emlavras-aprovaçao-parecertecnico.pdf emlavras-aprovaçao-parecertecnico.pdf
Tamanho : 581,818 Kb
Tipo : pdf

 

 

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DO PROJETO CULTURAL

Para a execução plena desse projeto, diversos elementos técnicos serão considerados a fim de serem proporcionadas as melhores condições para o alcance de metas funcionais e educacionais que serão traçadas desde o início. Dentre eles estarão, sobretudo, contratação de espaço físico para a sua realização, contratação de profissionais das áreas de coordenação geral, educacional, administrativa, além da obtenção de patrimônio material necessário ao perfeito funcionamento de cada setor. Em fase de implantação, já no seu primeiro ano de funcionamento, a EMLAVRAS estará empenhada em realizar os seus objetivos oferecendo uma grade curricular bem estruturada, apresentando planejamento continuidade. O foco principal desse projeto pedagógico prioritariamente é viabilizar o ensino gratuito de música erudita a crianças, jovens e adultos da comunidade com idade de 6 a 25 anos, visto que esta faixa etária cumpre, melhor, as condições de rendimento e aproveitamento para sua posterior profissionalização. Para essa faixa etária, o aprendizado dos elementos estruturais da música como ritmo, melodia e harmonia, enfim, toda informação que possibilite a compreensão, assimilação, interpretação e execução de uma partitura musical, será de forma detalhada, seqüenciada e progressiva. Porém, como meio de estender as oportunidades de aprendizado e aperfeiçoamento musical para toda a comunidade, independente das faixas etárias pré-estabelecidas, também serão oferecidos, cursos gratuitos esporádicos – Cursos Livres, nos quais será exigido dos interessados, que estejam matriculados ou já tenham cursado o ensino regular. Uma vez matriculado, o aluno deverá obedecer às regras de assiduidade, convivência social e aproveitamento educacional definidas no regimento interno da escola. O critério utilizado para elaboração da estrutura curricular está fundamentado em faixas etárias distintas e partindo-se da premissa que serão iniciados alunos com nível zero de conhecimento em música. Em função disso, o curso será distribuído em currículos diferenciados, visando atender mais adequadamente o que cada faixa etária exige, a partir da sua capacidade de compreensão, assimilação e convivência recíproca. Cada currículo apresentará um conteúdo independente na metodologia de aplicação, porém similares em caráter informativo, com objetivo de oferecer formação progressiva, conclusiva e integral. Desta forma, o currículo geral da Escola ficará dividido em três modalidades de ensino distintas como descritas abaixo.

1. PRÉ-FORMAÇÃO

Atenderá ao público de 6 a 10 anos de idade, e que obedecendo aos critérios acima descritos, será subdividida em:

- PRÉ-FORMAÇÃO REGULAR - que por questões de funcionalidade será identificado pela abreviação PR;

- PRÉ-FORMAÇÃO ESPECIAL, identificado pela abreviação PE.

O termo REGULAR associado ao nome da modalidade PRÉ-FORMAÇÃO, foi aproveitado em virtude de representar o funcionamento ideal da Escola, ou seja, uma integralização do ensino de forma sistemática baseada nos padrões normais da progressão do ensino fundamental, padronizando que a idade mínima para ingresso na escola seja de 6 e 7 anos. Nesta faixa etária presume-se que estas crianças já estejam em processo de alfabetização no ensino fundamental e que cumprindo as etapas seguintes até a conclusão integral do curso, decorridos os 12 anos de formação, esses jovens estejam aptos a ingressarem, caso queiram, num curso superior de música, como acontece no ensino fundamental.

O termo ESPECIAL também associado ao nome da modalidade PRÉ-FORMAÇÃO, foi sugerido em virtude de poder acolher na escola crianças com a idade de 8 a 10 anos que por estarem num processo mais avançado de alfabetização no ensino fundamental, gerou a necessidade de adequar o currículo às suas exigências. O período de integralização dessa modalidade será de 2 anos, porém a sua progressão curricular será estimada semestralmente, devendo cada semestre da PRÉ-FORMAÇÃO ESPECIAL corresponder em conteúdo pedagógico a um ano de conteúdo pedagógico da PRÉ-FORMAÇÃO REGULAR, porém de forma sintetizada, levando-se em consideração a maior capacidade de aproveitamento e assimilação dessas crianças com idade de 8 a 10 anos.

2. FORMAÇÃO

Será representada por três currículos distintos:

- FORMAÇÃO REGULAR – FR;

- FORMAÇÃO ESPECIAL – FE;

Seguirão os mesmos padrões da PRÉ-FORMAÇÃO, correspondendo à sua continuidade numa nova etapa de progressão.

- FORMAÇÃO IRREGULAR – FI;

Apresentará um currículo distinto dos anteriores, sendo caracterizado pela irregularidade das faixas etárias, já que englobará a faixa etária de 11 a 25 anos, com nenhum ou algum conhecimento musical para ingresso. A integralização deste currículo está estimada em  8 (oito) anos consecutivos.

3. MODULAR

Atenderá a uma faixa etária livre, sendo que a idade mínima para ingresso será de 6 anos, tratando-se de cursos esporádicos representado por oficinas de curta duração. Este currículo não faz parte da grade curricular seqüencial da escola, portanto, não prioriza uma formação continuada, e sim uma oportunidade de aprendizagem e aperfeiçoamento em diversas áreas da Música.

Observações:

A EMLAVRAS, por estar em fase de implementação, levando-se em consideração a demanda dos recursos exigidos e necessários para o seu pleno funcionamento, oferecerá inicialmente até 460 (quatrocentos e sessenta) vagas à comunidade, que serão distribuídas entre as modalidades já especificadas, disponibilizando um número maior de vagas para a modalidade de PRÉ-FORMAÇÃO. A integralização do ensino proposto pela EMLAVRAS será de 12 anos para os alunos iniciados na PRÉ- FORMAÇÃO REGULAR de 10 anos para os iniciados na PRÉ-FORMAÇÃO ESPECIAL e de 8 anos para os alunos iniciados na FORMAÇÃO IRREGULAR. Porém, em virtude desse projeto ser uma iniciativa de se criar uma Escola de Música através do mecanismo de Incentivos Fiscais e por eles serem captados anualmente, mediante pedidos de renovação e readequação aos órgãos de apoio e fomento à cultura, a continuidade do mesmo estará vinculada a esse processo até que se consigam definitivamente meios que garantam sua auto-suficiência, firmando-a como uma instituição pública ou privada de ensino gratuito.

ESTRUTURA FUNCIONAL DA EMLAVRAS E RESUMO DA METODOLOGIA APLICADA

Cada modalidade de ensino será constituída de um conjunto específico de disciplinas obrigatórias e todas serão ministradas respeitando faixas etárias, aptidões e conhecimentos musicais constatados no processo seletivo. O ensino será ministrado num período de 10 meses a cada ano, com carga horária anual pré-definida. Porém, os professores ficarão à disposição da Escola pelo período de 12 meses, sendo que a carga horária referente aos 2 meses excedentes para os professores, deverá ser computada em concertos didáticos, apresentações para divulgação da Escola, reuniões para discussões de ordem pedagógica ou administrativa etc, de acordo com as necessidades da mesma.

Os Cursos Modulares - Oficinas compreenderão outras atividades de ensino musical da EMLAVRAS com conteúdos específicos, duração, carga horária e faixa etária a serem definidos de acordo com cada conteúdo a ser abordado. Esses cursos serão destinados prioritariamente à comunidade em geral, mas não terão o caráter de uma formação sistemática e progressiva. Apesar do seu caráter semestral, eles também serão ministrado em 5 meses cada, ficando um excedente de 1 mês para que seja instaurado o processo de matrícula dos alunos, e a carga horária dos coordenadores dessas disciplinas referente a esse mês excedente, também será computada em atividades que se façam necessárias à melhor divulgação desses cursos, a critério da Escola.

ESTRUTURA FUNCIONAL DE CADA MODALIDADE

1. PRÉ-FORMAÇÃO REGULAR – 1º ANO - PR1

Público alvo: faixa etária de 6 e 7 anos.

Vagas oferecidas: 80 (oitenta), distribuídas em dois turnos (manhã e tarde), ficando disponibilizadas 40 (quarenta) vagas para cada turno.

Para cada turno serão formadas 2 (duas) turmas, contendo 20 (vinte) alunos em cada turma, totalizando portanto 4 (quatro) turmas (manhã: A e B / tarde: C e D).

Disciplinas oferecidas: Musicalização 1 (M1), Coral 1 (C1); essas disciplinas serão ministradas coletivamente em apenas um dia da semana, sendo 1 (uma) aula de Musicalização 1 e 2 (duas) aulas de Coral 1, com a duração de 50 (cinqüenta) minutos cada.

2. PRÉ-FORMAÇÃO ESPECIAL – 1º ANO - PE1

Público alvo: faixa etária de 8 a 10 anos.

Vagas oferecidas: 80 (oitenta), distribuídas em dois turnos (manhã e tarde), ficando disponibilizadas 40 (quarenta) vagas para cada turno.

Para cada turno serão formadas 2 (duas) turmas, contendo 20 (vinte) alunos em cada turma, totalizando portanto 4 (quatro) turmas (manhã: A e B / tarde: C e D).

Disciplinas oferecidas:

- 1º SEMESTRE: Musicalização 1 (M1), Coral 1 (C1); essas disciplinas serão ministradas coletivamente em apenas um dia da semana, sendo 1 (uma) aula de Musicalização 1 e 2 (duas) aulas de Coral 1, com a duração de 50 (cinqüenta) minutos cada (hora/ aula).

- 2º SEMESTRE: Musicalização 2 (M2), Coral 2 (C2) e FD (1); essas disciplinas serão ministradas coletivamente em apenas um dia da semana, sendo 1 (uma) aula de Musicalização 1, 2 (duas) aulas de Coral 1 e 1 (uma) aula de Flauta Doce 1, com a duração de 50 (cinqüenta) minutos cada (hora/ aula).

3. FORMAÇÃO IRREGULAR – 1º ANO - FI1

Público alvo: faixa etária de 11 a 25 anos.

Vagas oferecidas: 120 (cento e vinte), distribuídas em três turnos (manhã, tarde e noite), ficando disponibilizadas 40 (quarenta) vagas para cada turno.

Para cada turno serão formadas 2 (duas) turmas, contendo 20 (vinte) alunos em cada turma, totalizando portanto 6 (seis) turmas (manhã: A e B / tarde: C e D / noite: E e F).

Disciplinas oferecidas: Teoria Musical 1 (TM.1), Coral 1 (C.1), Instrumento 1 (I.1) e Prática de Conjunto 1 (PC1); as disciplinas Teoria Musical 1, Coral 1 e Prática de Conjunto 1 serão ministradas coletivamente (por turma) em apenas um dia da semana; as aulas de Instrumento 1, serão ministradas duas vezes por semana, sendo uma de natureza coletiva, de acordo com as vagas oferecidas para cada instrumento, e outra de natureza individual, aplicável para grupos de dois alunos.

Todas as aulas terão duração de 50 (cinqüenta) minutos cada (hora/ aula).

No âmbito dessa modalidade, a escola, priorizando a área de música erudita, oferecerá aulas dos seguintes instrumentos musicais:

- Canto, Flauta Transversal, Clarinete, Trompete, Trombone, Violino, Viola Clássica, Violoncelo, Violão e Piano.

4. MODULAR – para atender a uma faixa etária livre, através de oficinas destinadas a toda a comunidade em geral.

Serão oferecidos, por meio de currículos modulares, cursos esporádicos gratuitos, ligados ao ensino da música, incluindo o gênero da música popular. Serão distribuídos em oficinas, para atender a uma demanda da comunidade em geral que não poderá cursar o currículo proposto à faixa etária de 06 a 25 anos, exigida no regulamento da escola para cumprimento dos currículos de Pré-Formação e Formação.

Nessa modalidade a Escola oferecerá cursos livres para crianças, jovens e adultos de faixas etárias diversas, incluindo pessoas com deficiências que não possam ou não queiram acompanhar o funcionamento sistemático da escola.

Para o primeiro ano de funcionamento do projeto, já estarão definidas as oficinas de Sopros de Banda, Coral da Comunidade – Coros de Ópera, Coral da Comunidade – Cantos do Brasil, Percussão Brasileira – Ritmos Afro-brasileiros, tendo cada uma a duração de um semestre.

- Sopros de Banda – para atender aos componentes das bandas de música locais e regionais, trabalhando a técnica instrumental associada ao seu repertório do costume comum;

- Coral da Comunidade – Coros de Ópera – para divulgar a música operística na comunidade com finalidade de expandir seu público e desenvolver técnicas de canto lírico aplicadas aos repertórios das óperas mais populares;

- Coral da Comunidade – Cantos do Brasil – para difundir o repertório de música vocal brasileira através de repertório erudito e popular, arranjados para a formação coral;

- Percussão Brasileira – Ritmos Afro-Brasileiros – com o objetivo de divulgar e explorar os ritmos afrobrasileiros, normalmente associados às mais diversas manifestações folclóricas, que já fazem parte das tradições locais, além de incrementá-los com outros novos de forma a enriquecer a cultura rítmica local e fomentar o espírito comparativo como meio de justificar as próprias tradições com maior conscientização.

Além dessas oficinas acima descritas, também serão criadas mais duas oficinas, cujas áreas de atuação serão posteriormente definidas, com o objetivo de suprir questões emergenciais que surjam durante o processo de seleção, como por exemplo, o caso de inscrições em número expressivo, de candidatos que já tenham conhecimentos musicais, e que por esse motivo não possam se misturar com os outros alunos de nível zero de conhecimento musical - prioridade maior da Escola. Assim, ser-lhes-á dada a oportunidade de prosseguirem seu aprendizado sem interferirem de modo a desestimular o processo de aprendizagem dos outros alunos ou vice-versa.

Dessa forma, serão oferecidas até seis oficinas no primeiro ano de funcionamento da Escola. Para todas as oficinas, o conteúdo programático será fornecido pelos seus respectivos coordenadores, em conformidade com os critérios exigidos pela coordenação geral do projeto. As oficinas serão ministradas em 2 (dois) dias semanais, com uma carga horária de 2 (duas) horas para cada dia, totalizando 4 (quatro) horas semanais. Nas oficinas, a hora/ aula corresponderá a 60 (sessenta) minutos.

METODOLOGIA APLICADA ÀS DISCIPLINAS

As disciplinas oferecidas em cada modalidade estarão divididas em aulas coletivas e aulas individuais.

- As disciplinas coletivas serão ministradas a grupos pré-definidos de alunos, em função de suas faixas etárias e das modalidades que frequentam com o objetivo de promover a interação social e musical, compartilhando facilidades e dificuldades, trabalhando o conteúdo da disciplina e a auto-confiança e preparando-os para as participações em grupos de música como orquestras, corais, bandas, grupos de câmara etc que venham a ser criados na escola;

- As disciplinas individuais serão ministradas separadamente com cada aluno ou com grupos de poucos alunos, em virtude da disponibilidade de instrumentos, já que estarão associadas exclusivamente às disciplinas de prática instrumental. Nestas aulas os alunos terão a oportunidade de receberem instruções técnicas individualmente com o intuito pedagógico de capacitar, explorar e desenvolver o potencial artístico de cada aluno transmitindo-lhes recursos técnicos necessários para executarem seus instrumentos.

A) DISCIPLINAS COLETIVAS (CURRÍCULOS: REGULAR E ESPECIAL)

1- MUSICALIZAÇÃO INFANTIL

COMPETÊNCIA:

Introdução e desenvolvimento progressivo dos elementos estruturais da música (teoria musical elementar – percepção auditiva, escrita e leitura) através de atividades lúdicas diversas, objetivando desenvolver habilidades que tornem o indivíduo sensível e receptivo ao fenômeno sonoro. Apresentação dos instrumentos de cordas e de sopro aos alunos, para lhes propiciar a escolha ao ingressarem na modalidade FORMAÇÃO REGULAR OU ESPECIAL.

2- CORAL INFANTIL

COMPETÊNCIA:

Aprendizado de noções básicas de técnica coral – postura, respiração, relaxamento e emissão vocal – sempre complementando as atividades lúdicas propostas pelas aulas de Musicalização. Aprendizado de repertório coral, composto por melodias infantis, tradicionais e folclóricas para o desenvolvimento e valorização do universo infantil.

3- INSTRUMENTO – FLAUTA DOCE

COMPETÊNCIA

Introdução à prática instrumental (aprendizado da técnica instrumental na flauta doce soprano – posição das mãos, digitação, postura, relaxamento, respiração, emissão dos primeiros sons e exercícios de fluência –, aplicação da teoria musical ao instrumento, trabalhos em pequenos grupos, criação de novas possibilidades sonoras com a inclusão da flauta doce contralto, tenor e baixo, trabalho de repertório).

B) DISCIPLINAS COLETIVAS (FORMAÇÃO: REGULAR, ESPECIAL e IRREGULAR):

1- TEORIA MUSICAL

COMPETÊNCIA:

Exposição teórica progressiva para assimilação e desenvolvimento dos elementos estruturais da música (ritmo, melodia e harmonia – treinamento da percepção auditiva dos sons musicais melódicos e harmônicos, estudo da técnica do contraponto – independência de linhas melódicas e rítmicas -, leitura harmônica por cifras e por acordes em bloco, treinamento de escrita e de leitura dos sinais gráficos da notação musical), treinamento da coordenação motora e da capacidade interpretativa e criativa, introdução e desenvolvimento da apreciação musical, com abrangência histórica e contextualização social de gêneros e estilos, conhecimento das sonoridades dos instrumentos e dos conjuntos instrumentais e vocais, compositores e suas obras, estudo da história da música brasileira erudita e popular, conhecer obras e compositores importantes.

2- CORAL INFANTO-JUVENIL

COMPETÊNCIA:

Desenvolvimento das noções básicas de técnica para coral (socialização, afinação, timbragem, postura, respiração, relaxamento, colocação e emissão vocal – canto solista e canto coral), aplicação do aprendizado da Teoria Musical voltada para a música vocal, associação de movimentos corporais e trabalhos cênicos para trabalhar a expressividade, aprendizado cumulativo de repertório coral e seus compositores, compreensão de gêneros musicais e de estilos de época, apresentações públicas.

3- PRÁTICA DE CONJUNTO - ORQUESTRA, BANDA E CORAL

COMPETÊNCIA:

Trabalhos de conscientização das disposições dos instrumentos por famílias ou naipes dentro do conjunto, formações de grupos menores, trabalhos de conscientização da comunicação expressiva entre regente e músicos (compreensão de gestos e movimentos), conscientização de termos técnicos aplicados ao conjunto (terminologia orquestral), exercícios de técnica de execução em conjunto, afinação, articulação, sonoridade de conjunto, dinâmicas de expressão, fraseados, arcadas (para instrumentos de cordas), treinamento auditivo dos fenômenos rítmicos, melódicos e harmônicos, treinamento de leitura à primeira vista, conscientização de sonoridade enquanto solo e enquanto acompanhamento, preparação de repertório para apresentações públicas.

4- INSTRUMENTO – AULAS COLETIVAS E INDIVIDUAIS

Apresentação e exploração do instrumento, conhecer sua parte física (as partes que o compõem, seus nomes e suas funções), aprendizado do modo de manipulação segura afim de preservar a integridade física do instrumento, cuidados técnicos (de limpeza e higienização) para preservar sua funcionalidade, conhecimento da técnica de execução (produção do som) – posicionamento do corpo, relaxamento, posicionamento do instrumento, posicionamento das mãos, interdependência e independência das mãos – trabalho de coordenação motora –, aprendizado das técnicas de afinação e aquecimento, conhecimento da literatura específica para cada instrumento, compreensão da escrita instrumental (claves e extensão), treinamento de leitura rítmica, melódica e harmônica, estudos para desenvolvimento da técnica de digitação - articulação dos dedos -, domínio das posições e suas mudanças, articulação dos dedos e do pulso, movimentação do braço e do antebraço, exercícios de agilidade e fluência, exercícios de resistência, treinamento de leitura a primeira vista, execução de repertórios pertinentes, conhecimento de obras e seus compositores, estilos de época e períodos históricos, desenvolvimento de técnica de interpretação expressiva, aprendizado e desenvolvimento das técnicas de improvisação, apresentações públicas em grupos e como solista, exercícios de técnicas de criação, trabalhar a aplicabilidade dos instrumentos na música brasileira erudita e popular.

4.1- CORDAS FRICCIONADAS (VIOLINO, VIOLA E VIOLONCELO)

COMPETÊNCIA ESPECÍFICA:

Trabalhos de posicionamento e ataque do arco sobre as cordas – articulação –, exercícios de alternância nas cordas, exercícios de regiões e registros para domínio da extensão do braço do instrumento, exercícios de produção de harmônicos.

4.2- CORDAS DEDILHADAS (VIOLÃO ERUDITO)

COMPETÊNCIA:

Exercícios para domínio de toda extensão do braço do instrumento – digitação da mão esquerda – trabalhos de dedilhado da mão direita, trabalhos de percepção e compreensão harmônica, exercícios de leitura por cifra e por acordes em bloco, aprendizado e desenvolvimento de trabalhos contrapontísticos, compreensão da sua função como instrumento solista e como instrumento acompanhador, técnica da produção de harmônicos.

4.3- CORDAS PERCUTIDAS (PIANO)

COMPETÊNCIA:

Conhecer os mecanismos do piano acústico, postura do corpo, posicionamento das mãos e do punho – relaxamento –, posicionamento do braço e do antebraço, dedilhado – conscientizar e aprofundar a independência dos dedos –, exercitar a coordenação motora, exercitar melodias acompanhadas, exercitar linhas em contraponto – reconhecer a independência das vozes, motivos, imitações, inversões e estrutura da fuga, exercitar a percepção harmônica e função dos acordes, trabalhar memorização de repertórios, trabalhar as diversas utilizações dos pedais, conscientizar a definição de dedilhados, conscientizar o uso do piano como instrumento solista e como instrumento acompanhador.

IMPORTÂNCIA:

Sem dúvida, um dos instrumentos mais populares em qualquer situação musical, por comportar em si características sonoras completas que se assemelham a uma orquestra, além de poder complementar suas funções em outros instrumentos de teclado como o cravo, o órgão, os sintetizadores e o teclado eletrônico. Por ser muito requisitado como instrumento solista e principalmente como instrumento acompanhador, é o que oferece maior campo de oportunidades profissionais ao músico.

4.4- SOPROS DE MADEIRA

a) FLAUTA TRANSVERSAL

COMPETÊNCIA ESPECÍFICA:

Apresentação do instrumento, aprendizado dos fundamentos técnicos de execução (respiração, postura do corpo, posicionamento do instrumento, posicionamento das mãos, posicionamento do braço e do antebraço, trabalhos de embocadura - sopro no bocal, pressão e vibração do ar -, técnicas de digitação, exercícios nos registros grave, médio, agudo e super agudo, exercícios de saltos – ataque e legato -, trabalhar apoio e ataque de ar, trabalhar fôlego, estudo de repertório compatível a cada estágio, adquirir agilidade e fluência, exercitar a resistência, conhecer os compositores e suas obras, desenvolver técnica de interpretação expressiva, apresentações públicas em conjunto e como solista.

b) CLARINETA

COMPETÊNCIA ESPECÍFICA:

Apresentação do instrumento, conhecer sua parte física - mecanismos de produção do som – posicionamento adequado do instrumento, posicionamento das mãos, posicionamento do braço e do antebraço, compreensão da sua função como instrumento transpositor, trabalhar apoio e ataque de ar, trabalhar fôlego, trabalhos de embocadura – sopro no bocal, pressão e vibração do ar nas palhetas –, exercícios para adquirir firmeza e resistência na embocadura, conhecer a escrita para o instrumento (claves e extensão de registro), trabalhar regiões, trabalhar fluência de escalas e arpejos, trabalhar registros grave, médio, agudo e super agudo, exercitar articulações, executar estudos específicos para o desenvolvimento técnico e de interpretação, trabalhar repertório específico, conhecer obras e seus compositores, apresentações públicas em conjunto e como solista.

4.5- SOPROS DE METAL

a) TROMPETE

COMPETÊNCIA ESPECÍFICA:

Reconhecimento de sua função como instrumento transpositor, posicionamento das mãos e dos dedos, técnicas de digitação, técnica de buzzing – emissão do ar e vibração dos lábios - pedais, afinação, articulação (consoantes t e d, movimentos da língua), exercícios para adquirir firmeza e resistência na embocadura, conhecer a escrita para o instrumento (claves e extensão de registro), trabalhar regiões, trabalhar fluência de escalas e arpejos, trabalhar registros grave, médio, agudo, exercitar articulações, executar estudos específicos para o desenvolvimento técnico e de interpretação, trabalhar repertório específico, conhecer obras e seus compositores, apresentações públicas em conjunto e como solista.

b) TROMBONE

COMPETÊNCIA ESPECÍFICA:

Conhecendo os modelos da família do trombone e suas especificações, aprimoramento da emissão e qualidade sonora, quantidade e velocidade de ar, estudo de embocadura – sonoridade, extensão, variação de dinâmicas, flexibilidade e articulações diversas – trabalho dos cantos da boca, estudo com o bocal - vibração dos lábios no bocal – produção do som no trombone, posicionamento do bocal e busca da melhor sonoridade, postura correta e manejo da vara – leveza e fluência – sincronismo entre língua e vara, digitação do trombone – estudo das posições na extensão da vara – estudos de escalas, estudos para a formação de embocadura.

4.6- CANTO LÍRICO

COMPETÊNCIA:

Trabalhar postura estética confortável, conhecer funcionamento geral do aparelho fonador, desenvolver sincronicidade de respiração e emissão vocal – apoio diafragmático e ataque do som –, exercitar vocalizes em graus conjuntos e com saltos, trabalhar ritmos variados, concientização neuromuscular da execução de fraseados musicais, trabalhar dicção e fonética do português e de idiomas estrangeiros, trabalhar dinâmicas e articulações, exercícios para otimizar a respiração e para liberar a voz, trabalhar o domínio emocional, desenvolver sonoridade adequada às peças cantadas, compreender diferença entre a emissão de voz lírica e voz de música popular.


CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

A) PRÉ-FORMAÇÃO (REGULAR E ESPECIAL)

Na pré-formação os critérios de avaliação serão apenas a freqüência e a disciplina, ficando automaticamente qualificados para a nova fase os alunos que obtiverem porcentagem de freqüência geral de no mínimo 85% (oitenta e cinco porcento) e pontuação de disciplina no mínimo igual a 6 (seis) pontos; porém, a porcentagem mensal de freqüência deverá ser de 90% (noventa porcento) na soma geral mensal das disciplinas.

B) FORMAÇÃO (REGULAR, ESPECIAL e IRREGULAR)

Na formação regular e especial os alunos serão avaliados pela freqüência, pela disciplina e através de testes de avaliação teórica e prática, prevalecendo esse último critério sobre os anteriores, devendo somar a pontuação mínima de 6 (seis) pontos, para a progressão à fase seguinte. Os testes de avaliação teórica e prática serão feitos bimestralmente.